terça-feira, 6 de outubro de 2026

🌻 SETEMBRO AMARELO - A ESCOLA É VIVA, E CADA PESSOA FAZ PARTE DELA


    Nos dias 29 e 30 de setembro, a Escola Municipal Professor João de Lima Paes realizou uma mobilização voltada à valorização da vida, convidando estudantes e funcionários a participarem de uma vivência de expressão, reflexão e reconhecimento de si e do outro.

    A proposta partiu de uma pergunta simples, mas carregada de significado: “Qual elogio você sempre quis ouvir de alguém, mas nunca ouviu?”

    Cada participante foi convidado a registrar em um cartão aquilo que gostaria de ter escutado. Mais do que escrever uma frase, o exercício possibilitou olhar para si, reconhecer necessidades de valorização e perceber algo muito importante: muitas vezes, aquilo que sentimos falta de ouvir também é aquilo que outra pessoa gostaria de receber.

    Com os cartões dos estudantes, construímos coletivamente uma árvore, que permaneceu exposta na escola como símbolo da mobilização. Uma árvore não existe apenas por aquilo que vemos: ela cresce a partir das raízes, do cuidado e das sementes que são lançadas ao longo do caminho. Colhemos, muitas vezes, aquilo que plantamos.

    Já os cartões produzidos pelos funcionários foram entregues aos participantes da vivência, como uma forma de levar aquela mensagem para além do momento e marcar individualmente cada encontro.

    Em uma sociedade em que tantas vezes podemos nos sentir sozinhos, a proposta foi lembrar que não precisamos permanecer em silêncio diante daquilo que sentimos e que também podemos ser nós os primeiros a oferecer ao outro uma palavra que talvez ele esteja esperando há muito tempo.

    A Equipe Multiprofissional da Escola Municipal Prof. João de Lima Paes tem buscado construir ações que não apenas ocupem os espaços da escola, mas que deixem marcas nesses espaços e principalmente, nas pessoas que fazem parte deles, pois acreditamos em uma escola viva: uma escola que escuta, acolhe, valoriza, envolve e reconhece seus estudantes como pessoas de direitos e que também constroem a história deste lugar.

    E é justamente aí que encontramos o pertencimento.

🌻 A escola é viva porque as pessoas que estão nela fazem parte dela. E quando cada pessoa percebe que sua presença importa, começamos a construir uma escola que também se torna lugar de cuidado, vínculo e valorização da vida.




               

















segunda-feira, 21 de setembro de 2026

21 de Setembro - Dia da Árvore

    A turma do 6° E (matutino) com a orientação do Prof Wagner (Geografia), estiveram refletindo sobre a importância da preservação da natureza neste Dia da Árvore.

    Pois as árvores ajudam a melhorar a qualidade do ar, contribui para o equilíbrio do meio ambiente, oferecendo alimento e abrigo para diversos animais.















quinta-feira, 17 de setembro de 2026

SEMANA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA PROF.° JOÃO DE LIMA PAES

     


De 21 a 28 de agosto, é celebrada a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, um período que nos convida a ampliar o debate sobre inclusão, direitos, participação e enfrentamento do preconceito.

    Nos dias 25, 26 e 27 de agosto, nossa escola realizou uma ação construída em parceria entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE), a Equipe Multiprofissional e a Coordenação Pedagógica.

    A proposta foi além de levar informações aos estudantes. Eles foram convidados a conhecer o funcionamento da sala do AEE, seus recursos e estratégias, além de participar de experiências que possibilitaram conversar e refletir sobre as barreiras presentes no cotidiano escolar.

    E aqui também cabe uma reflexão importante: não é possível simplesmente “se colocar no lugar do outro”. Nenhuma atividade de poucos minutos é capaz de reproduzir a experiência de uma pessoa com deficiência, sua história, seus modos de viver, suas relações e os desafios que encontra cotidianamente.

    Por isso, também precisamos ter cuidado com alguns clichês que, embora pareçam sensibilizadores, podem acabar reforçando estereótipos. A inclusão não depende de sentir “como é ser o outro”, mas de reconhecer que existem diferentes formas de viver, aprender, comunicar-se e participar — e que muitas das dificuldades encontradas pelas pessoas com deficiência não estão apenas na deficiência, mas nas barreiras construídas pelo ambiente e pelas atitudes sociais.

    As vivências propostas tiveram, portanto, outro objetivo: provocar perguntas, ampliar repertórios e possibilitar que os estudantes identificassem e refletissem sobre as barreiras atitudinais — como preconceitos, estereótipos, julgamentos, infantilização, capacitismo e expectativas reduzidas sobre as capacidades das pessoas com deficiência.

    Mais do que ensinar uma forma “correta” de olhar para a deficiência, buscamos criar espaço para que os estudantes questionassem aquilo que muitas vezes é naturalizado.

    Porque romper barreiras atitudinais não é aprender a “sentir o que o outro sente”. É aprender a escutar, respeitar, reconhecer direitos, questionar preconceitos e transformar nossas próprias atitudes e relações.

    A inclusão se constrói quando deixamos de perguntar apenas “o que essa pessoa consegue fazer?” e passamos também a perguntar:

    “Que barreiras estamos criando — e o que podemos fazer para removê-las?”